O Governo de Minas Gerais vai iniciar uma nova etapa das intervenções no Morro da Forca, em Ouro Preto, com a publicação do edital de licitação para execução das obras de estabilização e contenção da encosta. A sessão está marcada para o dia 5 de maio de 2026.
A iniciativa representa um avanço nas ações conduzidas pelo Estado para reduzir riscos geológicos e garantir mais segurança à população. Em 2024, foram concluídas as obras de drenagem no platô do morro, etapa fundamental para controlar o acúmulo de águas pluviais e preparar o terreno para as intervenções estruturais. Na primeira etapa, foram investidos R$ 626 mil em recursos do Estado.
A nova fase, com valor de cerca de R$ 39 milhões, contempla a execução de taludes, patamares e sistemas de drenagem, soluções técnicas essenciais para a estabilização da encosta.
As intervenções vão permitir maior controle da infiltração de água e ampliar a segurança da área, protegendo moradores e o entorno urbano.
“Estamos avançando para uma solução definitiva no Morro da Forca, com uma obra que vai garantir mais segurança para a população e preservar uma área de grande importância histórica para Minas Gerais”, destaca o secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno.
A Seinfra foi responsável pela retomada do convênio, pela elaboração do projeto, em conjunto com o município, e pela articulação com o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal para viabilizar o financiamento da nova etapa. O Estado ficará responsável pela condução do processo licitatório e pela execução das obras, com apoio da Prefeitura de Ouro Preto.
Histórico
Em 13 de janeiro de 2022, a encosta do Morro da Forca passou por um grande deslizamento de terra que destruiu o antigo casarão Baeta Neves, imóvel de grande valor histórico datado do séc. XVII.
Um novo princípio de deslizamento, no dia 7 de janeiro de 2023, fez com que a Defesa Civil interditasse a área. Apesar da pequena movimentação de terra e do desprendimento de um bloco rochoso, a encosta não cedeu, mas as ruas no entorno precisaram ser interditadas.